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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Canon EOS 6D: a câmera Full Frame mais barata do mercado


 


Segundo a própria empresa, essa é a câmera Full Frame mais leve, compacta e barata que já foi vista, pois possui apenas 690 gramas e deve ser vendida por US$ 2.099 (R$ 4.235) – um kit com lentes deve custar US$ 800 dólares a mais para os fotógrafos.
Contando com um sensor CMOS de 20 megapixels e um processador de imagens DIGIC 5+, a câmera promete excelentes resultados na captura de fotografias e também de vídeos, que podem ser gravados em resoluções de até 1080p. Outro grande diferencial da câmera é a sensibilidade para fotos em ambientes escuros, pois o ISO dela chega à incrível amplitude 100 - 25.600.

  • Sensor: Full Frame CMOS de 20,2 megapixels;
  • Resolução máxima: 5472x3648 pixels;
  • Processador de imagem: Digic 5+;
  • ISO: 100-25.600;
  • Pré-definições de balanço de branco: 6;
  • Estabilização de imagens: não;
  • Formato de imagens: RAW e JPEG;
  • Pontos de foco automático: 11;
  • Visor: LCD de 3,2 polegadas;
  • Cobertura do viewfinder: 97%;
  • Velocidade mínima do obturador: 30 segundos;
  • Velocidade máxima do obturador: 1/4000 segundos;
  • Gravação de vídeos: 1080p;
  • Peso: 690 gramas (770 gramas com a bateria);
  • Preço: US$ 2.099 (mais US$ 800 por um kit básico de lentes).

Confiram o vídeo:






Nikon Coolpix S800c



Nikon Coolpix S800c: a sua primeira câmera digital com Android 


Nikon anunciou sua primeira câmera digital compacta a apresentar o sistema operacional Android. Com tela sensível ao toque e conectividade wireless, o aparelho também pode ser utilizado como um player multimídia – funcionando exatamente como um Android comum, mas sem efetuar chamadas – que reproduz imagens, vídeos e músicas.
Além do sistema operacional, também há vários outros recursos interessantes na nova câmera Nikon Cooplix S800c. Com a grande disponibilidade de aplicativos disponíveis na Google Play Store, os consumidores podem aliar o poder do sensor CMOS de 16 megapixels com diversos filtros automáticos que existem nos apps.


Nikon Coolpix S800c: a sua primeira câmera digital com Android 

Ainda não há previsão para a chegada da Nikon Coolpix S800c ao Brasil, mas não é de se duvidar que ela fará bastante sucesso por aqui.

  • Sistema operacional: Android (com Google Play e aplicativos relacionados);
  • Conectividade: USB 3.0 e Wi-Fi;
  • Sensor de imagens: CMOS com iluminação traseira;
  • Resolução máxima das imagens: 16 megapixels;
  • Memória de armazenamento: 1,7 GB;
  • Expansão de memória: cartões SD ou SDHC;
  • Zoom óptico: 10x;
  • Zoom digital: sim (não especificado);
  • Gravação de vídeos: resolução máxima de 1920x1080 pixels (1080p);
  • Localização: GPS integrado;
  • Tamanho da tela: 3,5 polegadas;
  • Tipo de tela: OLED;
  • Comandos: touchscreen;
  • Preço sugerido: US$ 349,95 (R$ 706, mais impostos).




Confiram o vídeo e descubram essa nova tecnologia da Nikon:





sábado, 5 de janeiro de 2013

Como funcionam os histogramas?


Você certamente já deve ter se deparado com um desses gráficos em uma câmera fotográfica ou software de edição. Mas você tem alguma ideia do seu propósito, de como eles são lidos, ou ainda, do quanto que eles podem afetar a maneira como você tira fotos? Aprenda mais sobre histogramas, qual a sua função principal e se existe um modelo de gráfico ideal.
Apesar de muitas vezes parecer uma função sem sentido e que só atrapalha no visor da câmera, o histograma é um aliado dos fotógrafos, pois apenas olhando para ele já é possível saber se a fotografia está clara demais, escura demais ou com a luminosidade balanceada.

Visor da câmera x histograma


Muitas pessoas pensam que basta olhar a imagem no visor da câmera para saber se ela está muito escura ou muito clara, mas isso não é suficiente em alguns casos. Isso acontece por vários fatores, sendo um deles o tamanho da tela, que pode fazer com que você não perceba detalhes que estejam com a iluminação estourada, por exemplo.

O visor pode ser pequeno para ver os detalhes

Outro problema dos visores das câmeras é que o brilho delas pode ser calibrado para que seja possível enxergar mesmo em ambientes muito claros. Se o display não for novamente calibrado ao mudar de ambiente, as imagens parecerão mais claras do que o real, atrapalhando o julgamento do fotógrafo sobre elas.
E é ai que entra a função principal dos histogramas, pois eles mostram em um gráfico qual é a situação real da fotografia, e não o que a tela da câmera está enxergando. Uma análise rápida em um gráfico desses pode ser bastante útil!

Como analisar um histograma


O histograma é dividido em regiões. O lado esquerdo é a região que concentra os tons escuros da imagem, o meio mostra os tons médios e no lado direito ficam os tons mais claros. É como uma escala que vai do preto ao branco, partindo da esquerda até a direita.

Dos tons escuros até os mais claros
Analisar as informações básicas apresentadas por ele é bem simples: de um modo geral, imagens com mais áreas escuras (conhecidas como “low key”) concentram o gráfico mais para a esquerda e imagens muito claras (“high key”) usam a região direita do histograma. Uma imagem com iluminação “normal” deve apresentar um gráfico balanceado, com maior concentração nos tons médios.
Isso quer dizer que, se você olhar para o histograma de uma foto e, se ele estiver concentrado em apenas um dos lados, pode ser que seja preciso tirar a fotografia novamente, dependendo do propósito dela.

É possível confiar totalmente nestes gráficos?


Existem algumas situações que apresentam histogramas bastante característicos. Nesses casos, a fotografia pode ser erroneamente considerada fora do padrão, se forem levadas em conta apenas essas informações. É preciso saber exatamente o propósito da imagem antes de analisar o seu histograma.

"High key" e "low key"


Por exemplo, se você tirar uma imagem de algo na frente de um fundo branco, com pouca incidência de tons escuros (fotografia conhecida como “high key”), o gráfico vai estar muito mais concentrado no lado direito, que mostra os tons claros, do que do lado esquerdo.
Muitas regiões brancas causam um gráfico deslocado para a direita
Fonte da imagem: Fernando de Otto

As chances de existirem áreas com o branco estourado nessas fotografias é grande (para saber isso basta olhar para o canto direito extremo do gráfico. Uma incidência grande do gráfico nessa área indica que existem pixels de branco puro, ou seja, estourados), porém, não existe problema nisso, se é esse o objetivo do disparo.
Já o contrário, imagens com predominância de tons escuros, fundo preto e pouca iluminação (conhecidas como fotografias “low key”), vão apresentar histogramas quase que totalmente deslocados para o lado esquerdo, como se percebe pelo exemplo a seguir:

Imagens muito escuras, chamadas low key, possuem o gráfico deslocado para a esquerda
Fonte da Imagem: Brittany Fucci

O correto nesses casos é levar isso em conta e esperar um gráfico diferenciado, pois nessas condições o histograma vai estar naturalmente desequilibrado. É possível fazer correções leves no histograma (e, consequentemente, na foto) em qualquer editor que tenha a opção de ajuste de níveis.

Silhuetas e pouco contraste


Outra possibilidade é que, em fotos que apareçam apenas silhuetas escuras em um fundo claro (silhuetas de pessoas, ambiente ou cenário), o gráfico se concentre mais nas duas pontas externas, pois essa situação gera um desequilíbrio muito grande entre as tonalidades existentes.
Isso acontece também em fotografias com o contraste muito alto, que tenham grande incidência tanto de tons muito claros, quanto de tons muito escuros. O histograma normal para esses casos tem uma curva central na forma aproximada de uma letra “U”.

Imagem com alto contraste
Fonte da imagem: Alessio Michelini

O contrário disso seria uma imagem com pouco contraste, na qual existe pouca ou nenhuma presença de preto ou branco puro, e as cores não sejam tão vivas. Uma imagem com pouco contraste pode ser resultado de filtros usados para “envelhecer” a fotografia, dando um aspecto antigo.
Nesses casos, o gráfico fica concentrado predominantemente no meio, notando-se uma ausência completa de tons muito claros ou escuros. Veja o exemplo de uma fotografia assim e seu histograma característico:

Gráfico caracteristico de uma imagem sem contraste
Fonte da Imagem: Jackson Carson

O histograma ideal


Existe algo como um “histograma ideal”? A resposta para essa pergunta é não. Tudo depende do propósito da sua fotografia, do que se pretende fazer com ela e o que se queria mostrar ao tirá-la. Se você souber a resposta para esses questionamentos, então, sim, existe um histograma ideal para cada situação.
Agora que você conhece as curvas características de algumas situações, já é possível pensar se você quer que a sua imagem esteja em uma dessas categorias ("low level", "high level", "alto contraste" e "baixo contraste") antes de julgar o histograma dela. Se sim, analise o gráfico de acordo com o que é esperado para aquele ambiente.
Já se você quer uma imagem completamente balanceada, com quantidades parecidas de tons claros e escuros, nenhuma incidência de pontos “estourados” (quando aparece o branco “puro” na foto) e com a iluminação e contraste “normais”, é preciso buscar um histograma também balanceado, que tenha presença de pixels em toda a extensão do gráfico.

Histograma caracteristico de uma imagem balanceada
Fonte da imagem: Ana Nemes

Porém, mais importante do que tentar chegar ao histograma “ideal” é saber que na fotografia, principalmente quando se está aprendendo, nada é proibido e você pode se sentir livre para criar da maneira que achar melhor. As técnicas e truques ensinam apenas como chegar ao resultado desejado, sem que seja preciso se prender a regras.




Modos de disparo


Conheça os principais tipos de disparo das câmeras fotográficas
Você comprou uma câmera nova, mas não sabe exatamente como aproveitar melhor os recursos que ela traz? Neste post falaremos sobre os modos de disparo existentes na maior parte das máquinas fotográficas, qual é a função de cada um deles e quando é melhor utilizar um ou outro. Sabendo isso, vai ser muito mais fácil para você conseguir melhores resultados, não importando se a sua câmera é compacta ou profissional.

Conceitos básicos

A melhor forma de entender o mecanismo básico de uma câmera é pensar no olho humano como comparação. Seja ela digital ou analógica, alguns conceitos fundamentais podem ser entendidos melhor desta forma.
Por exemplo, se você pensar na íris do seu olho é mais fácil para entender o que é o diafragma da câmera. Ele é o responsável por abrir e fechar a passagem de luz na lente, e pode estar bem aberto ou mais fechado. Veja a imagem para entender melhor:
Abertura do diafragma
Quanto mais aberto o obturador estiver, mais luz passa por ele, em menos tempo Essa medida é mostrada em um número desta forma: “f/5.6”, sendo que quanto maior o número, menor a abertura e quanto menor for o número, mais aberto o diafragma se encontra. Se o tamanho desta abertura for muito pequeno, é preciso mais tempo com ele aberto para capturar a quantidade necessária de luz para a fotografia. Esse tempo se chama “exposição”.
Por exemplo, se o obturador estiver quase fechado, é preciso muito mais tempo de exposição para que seja possível ver algo no resultado final. É possível ajustar esse tempo para vários segundos, e em algumas câmeras, até minutos. Essas duas variáveis andam sempre juntas e são inversamente proporcionais: quanto mais aberto o obturador estiver, menos tempo de exposição é preciso. Quanto menos aberto, mais tempo.

Manual x Automático

Existem dois modos principais de ajustes em uma câmera: manual e automático. Se a sua câmera possui um menu circular (como o da imagem a seguir), com os modos de disparo desenhados nela, é fácil saber qual é qual: o manual é geralmente marcado por um “M” e o automático pode ter vários nomes (auto, smart, etc...), e normalmente o seu ícone é verde ou azul, diferente dos outros.
Modos da câmera
No modo manual, todos os ajustes são feitos pelo fotógrafo, e a câmera apenas obedece ao que foi pedido. É preciso um domínio um pouco maior de fotografia para conseguir bons resultados desta forma, porém com treino e determinação é possível aprender.
Os principais ajustes que precisam ser feitos são a abertura, a velocidade, o foco, o ISO e o balanço de brancos. É claro que existem outros, porém esses são bem importantes, e aprender a controlar cada um deles manualmente é fundamental.
Nem todas as câmeras possuem o modo manual completamente manual. Isto é, algumas compactas permitem que você ajuste ISO, balanço de brancos, área do foco e algumas vezes até a velocidade do disparo, porém outros ajustes são feitos por ela. Outras câmeras oferecem um modo no qual você faz todos os ajustes, menos a abertura e a velocidade. No menu circular, ele é marcado com um “P”.
Já no modo automático, todos os ajustes são feitos pela câmera, que “percebe” o ambiente e faz os cálculos necessários sozinha. Funciona? Sim, funciona, porém não com a mesma precisão do ajuste manual. Isso por que os ajustes que ela faz são programados para uma situação semelhante à que está acontecendo, mas poderiam ser melhorados ainda mais.
Comparação entre os modos manual e automático

Prioridade de abertura e velocidade: modos “semimanuais”

Se você considera muito complicado saber balancear a abertura e a velocidade, existem soluções que podem ser muito úteis, são os modos de prioridade. Isso quer dizer que você ajusta um deles e a câmera ajusta o outro! No menu circular, eles geralmente vêm com as letras “S” e “A”.
A prioridade à abertura é geralmente mostrada por um “A” ou “Av”, e desta forma você ajusta o quanto o obturador se abrirá, e a câmera ajusta o tempo necessário de exposição para que seja possível fotografar com as condições de luz do ambiente. Todas as outras configurações podem ser feitas manualmente.
A abertura do diafragma interfere diretamente na “profundidade de campo” da fotografia. Ou seja, uma abertura pequena, vai resultar em uma profundidade maior, e mais regiões da foto vão estar focadas. Já aberturas maiores, resultam em fotografias com pontos mais específicos de foco, pois a sua profundidade de campo é menor. Veja a diferença:
Diferenças de profundidade de campo
Use o modo de prioridade de abertura quando você quiser controlar a profundidade de campo, para mostrar detalhes ou a cena toda. Em alguns momentos, será preciso uma velocidade muito pequena, com o tempo de exposição grande demais. Use um tripé, nesses casos, se quiser a foto nítida.
Já no modo de prioridade de velocidade (“S” ou “Tv”), você controla a velocidade e a máquina controla a abertura. Use essa configuração para os momentos em que você precisa capturar movimentos. Por exemplo, para fotografar alguém que esteja correndo, se você usar uma velocidade grande (1/2500), por exemplo, a pessoa ficará completamente nítida. Já uma velocidade menor dará a noção de movimento, com algumas partes borradas.
Diferenças no tempo de exposição
Fonte das imagens: Dave Herholz (cima) e Martin Pettitt (baixo)

Modos programados: quando usar?

Você já deve ter notado alguns outros modos na sua câmera, marcados por ícones como uma florzinha, duas montanhas, uma pessoa, uma lua, etc... Isso varia de fabricante para fabricante, sendo que existem máquinas com dezenas de ajustes pré-programados, e outras apenas com os mais básicos.
É importante ler o manual da sua máquina para saber exatamente o que cada um faz, porém nós vamos dar uma ajuda e mostrar os principais modos programados (“macro”, “esportes”, “paisagem”, “noturno” e “retrato”) que você pode encontrar na sua câmera, e em quais situações você pode usar cada um deles.

Macro

Modo macro, usado para detalhes
O “macro”, marcado com o ícone de uma flor, é um dos modos preferidos de quem está começando a fotografar, isso por que o seu efeito é muito bonito visualmente. As fotos no modo “macro” ficam bem nítidas no primeiro plano e borradas ao fundo, o que é perfeito para mostrar detalhes. Os personagens preferidos de quem fotografa assim são as flores e os insetos.
Esse modo prioriza a abertura, fazendo com que a profundidade de campo seja bem pequena, e todo o resto que não seja o objeto principal fique desfocado. Para que os resultados do macro sejam mais visíveis, a sua lente precisa conseguir captar a poucas distâncias, e se você preferir pode usar o zoom.
Pequenos objetos podem ser fotografados neste modo
Fonte da Imagem: Ana Nemes
Se você for fotografar pessoas, priorize outros modos, como o “retrato”, pois esse é especialmente desenvolvido e dá mais resultados quando o objeto focado é pequeno. Porém lembre-se: nada na fotografia é realmente proibido, portanto se você quiser experimentar novos resultados, vá em frente!

Esportes

Modo esportes, bom para objetos em movimento
Fonte da Imagem: Dainis Matsons
Ao contrário do “macro”, o modo “esportes” prioriza a velocidade ao tirar uma foto. Geralmente indicado pelo ícone de uma pessoa correndo, essa configuração da câmera é ótima para quando o objeto está se movendo.
Apesar do nome, não quer dizer que ele seja adequado apenas para fotografar eventos esportivos. Você pode usá-lo, por exemplo, para tirar fotos dos seus filhos. Crianças dificilmente param para serem fotografadas, e com esse modo as chances de conseguir uma foto nítida são maiores.
Fotografe crianças em movimento sem borrar
Fonte da imagem: Will Raleigh
É preciso tomar cuidado apenas com um detalhe: no modo “esportes”, a máquina pode colocar um ISO muito alto, se necessário, e a foto pode ficar mais granulada. Se isso não faz tanta diferença, ou se o ambiente está bem iluminado, pode fotografar assim sem medo!

Paisagem

Modo paisagem, usado para grandes áreas
Fonte da imagem: Ana Nemes
O nome deste modo de disparo diz muito sobre a sua utilidade. Se você deseja fotografar grandes áreas, como paisagens, é esse o modo de disparo ideal! Geralmente o ícone deste modo na máquina são duas montanhas, indicando que o seu objetivo principal é capturar objetos muito grandes.
Pode ser uma vista bonita, um grupo grande de pessoas ou qualquer área aberta que precise estar inteiramente focada. A câmera, neste modo de disparo, faz exatamente o contrário do que acontece no “macro”. Ela ajusta a abertura do obturador de forma a deixar a profundidade de campo bastante grande, e focar a maior área possível na fotografia.
Por usar uma abertura muito pequena, em alguns ambientes pode ser preciso usar um tripé, pois a velocidade de disparo será muito pequena, resultando em mais tempo de exposição. Tome cuidado também com o ISO, se o ambiente estiver muito escuro, a foto pode ficar granulada.

Noturno

Modo noturno, para captar imagens em ambientes escuros
Fonte da imagem: Ana Nemes
Muitas pessoas reclamam que, quando fotografam no modo “noturno” (mostrado com o ícone de uma lua), a imagem sempre treme. Isso acontece, pois nesse tipo de disparo a câmera vai ajustar uma exposição maior, e se a máquina não for apoiada em algum lugar, é bem provável que a foto fique mesmo tremida. Portanto, ao fotografar no modo “noturno”, procure sempre usar um tripé ou apoio.
Uma alternativa usada por muitas câmeras é usar sempre o flash. Não é uma regra, porém é bastante comum. Dessa forma, o tempo de exposição pode ser menor e a cena é retratada sem borrões. Porém, tome cuidado: o flash pode realçar imperfeições da pele, ou deixar a foto “chapada”, isto é, sem profundidade.
Outro problema de se usar o flash é que ele ilumina o que está mais perto da máquina, portanto, para grandes distâncias o efeito pode ser o contrário do desejado, deixando o fundo escuro demais. Paisagens fotografadas no modo “noturno” com flash dificilmente vão ficar boas. Para esses casos, use o modo “paisagem” com a máquina apoiada em um tripé.

Retrato

Modo retrato, bom para imagens de pessoas
Fonte da imagem: Ana Nemes
O modo “retrato”, indicado pelo ícone de uma pessoa, é bem parecido com o “macro”, porém a sua profundidade de campo é um pouco maior. Ele permite fotografar pessoas, ou objetos maiores, focando-as completamente e desfocando levemente o fundo. No modo “macro”, o nariz e os olhos poderiam ficar focados, mas as bordas do cabelo já estariam fora do foco.
Apesar do nome, e do ícone, esse modo não é aconselhado apenas para retratos de pessoas, podendo ser usado quando o objeto a ser fotografado é grande demais para o “macro”, porém a intenção é destaca-lo, deixando o fundo desfocado.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Aprenda a limpar corretamente as lentes de sua câmera



Aprenda a limpar corretamente as lentes de sua câmera
Aprenda a limpar as lentes da sua câmera corretamente (Fonte da imagem: Divulgação/Nikon)
Um dos maiores dilemas dos fotógrafos é saber como limpar as lentes de suas máquinas fotográficas sem prejudicar o equipamento. Existem diversos métodos conhecidos, mas será que todos eles funcionam e são completamente seguros? Saiba o que fazer e o que não fazer nesses casos!

Limpeza prévia

Antes de começar a remover as sujeiras mais pesadas, como marcas de dedos e gordura, é preciso fazer uma limpeza superficial. Isto é, você precisa remover as partículas de sujeira, pó, areia, entre outras, antes de começar a remover as manchas. Isso é extremamente importante, pois se você passar um paninho sobre a lente e houver partículas soltas sobre ela, essas sujeiras podem riscar o seu equipamento.
Para fazer essa limpeza prévia, você pode usar um pincel bem macio e cheio, como aqueles que são usados por maquiadores para espalhar o pó no rosto das modelos (veja foto abaixo). É importante que as cerdas sejam macias e finas, para não “machucarem” a lente.
Aprenda a limpar corretamente as lentes de sua câmera

Utilize pinceis macios e com cerdas finas (Fonte da imagem: Divulgação/Duda Molinos)
Tire o pó com cuidado, passando o pincel levemente sobre o equipamento, sem apertar muito. Se puder, use uma lata de spray de ar comprimido para auxiliar o processo, ou um soprador manual. Mas preste atenção: jamais assopre na lente! Ao fazer isso, você pode jogar gotículas de saliva na sua lente e atrapalhar a limpeza.

Soluções líquidas

Muitos métodos de limpeza são bastante conhecidos e utilizados, porém alguns deles, apesar de funcionarem, causam mais danos do que benefícios. É o caso da maior parte das sugestões caseiras de materiais líquidos, como fluido de limpeza de lentes de óculos, álcool isopropílico ou limpa-vidros.
O problema é que nem tudo o que é feito para limpar vidros em geral pode ser usado nas lentes da sua câmera fotográfica. Alguns desses produtos utilizam silicone na fórmula ou álcool comum, e isso é bastante prejudicial para a superfície da lente.
Já o uso do álcool isopropílico é bastante controverso. Há quem afirme que ele funciona perfeitamente, porém existe um problema: ele demora mais para evaporar e pode manchar a lente. Portanto, se você for usar esse produto, tome cuidado redobrado! E claro, jamais utilize aquele álcool comum que você encontra no mercado, ele não serve para esse fim.
O melhor mesmo é limpar a lente com soluções próprias para isso, de fabricantes conhecidos e confiáveis, como a Kodak. Elas são um pouco mais caras, mas funcionam e não vão estragar a lente. Você pode encontrá-las em lojas especializadas em equipamentos de fotografia. Porém, só utilize soluções líquidas em último caso!

Aprenda a limpar corretamente as lentes de sua câmera
Use kits de limpeza confiáveis, de marcas conhecidas (Fonte da imagem: Divulgação/Canon)

Flanela, papel e cotonete

Não é necessário o uso de líquidos especiais para limpar a lente sempre, apenas em sujeiras mais persistentes. O ideal é que você sempre procure limpar tudo com um paninho seco antes. Mas atenção, não é qualquer paninho! Aprenda o que pode ser usado e o que não é recomendado.
Ao escolher o pano para limpar a sua lente, priorize tecidos macios e que não soltem fiapos. Aquelas flanelinhas tradicionais de limpar óculos não são recomendadas, pois elas soltam pequenos fiapos que grudam na lente. O ideal é utilizar tecidos especiais para esse tipo de limpeza, que podem ser encontrados também em lojas especializadas.
Nesses estabelecimentos também é possível encontrar folhas de um papel especial para limpar a lente da sua câmera. Ele é mais recomendado que os tecidos em geral, por não soltar fiapos e ser macio. Passe suavemente o papel (ou tecido) sobre a lente, sem esfregar ou apertar muito.
Uma alternativa é utilizar lenços de papel, desses que se encontram na farmácia. É claro que, nesses casos, a limpeza é somente a seco, para que o papel não se desfaça sobre a lente com o uso de uma solução líquida. Por fim, e apenas em último caso, utilize um cotonete macio para limpar os cantinhos. Não esfregue e não aperte, apenas passe-o sobre a lente!

Cuidados adicionais

Se a sujeira persistir mesmo com o uso das soluções próprias para a limpeza, não tente utilizar nada mais pesado ou forte, pois você pode acabar danificando permanentemente a sua lente. Leve a sua máquina para uma assistência especializada e autorizada para que seja feita uma limpeza correta.
Lembre-se: as lentes da máquina são frágeis e caras. Se você danificá-las, pode perder toda a máquina ou ter que comprar um novo conjunto de lentes. Limpe-as com cuidado e de maneira suave, sem pressionar muito ou esfregar. E claro, mantenha-as sempre protegidas pela capa ou tampa, enquanto não estiver utilizando a sua câmera.

O que é balanço de branco?


Você já reparou que, muitas vezes, fotografias tiradas no mesmo ambiente apresentam colorações diferentes? Algumas ficam mais amareladas e outras, muitas vezes, com um tom mais azulado. Você sabe o que causa esse efeito?
Essas variações de cor são resultado do balanço de branco feito pela câmera. Ou seja, muitas vezes a lente não consegue traduzir corretamente o que é branco no ambiente e distorce as cores na fotografia.

O balanço de branco e o olho humano


Cada um dos tipos de luzes diferentes que encontramos no nosso dia a dia produz um brilho com uma cor característica. Não apenas aquelas lâmpadas coloridas, que seriam os casos extremos, porém as lâmpadas comuns encontradas em todas as casas.
Alguns tipos de fontes de luz produzem um brilho mais amarelado, outras possuem uma cor característica em tons de verde ou azul. Nós quase não percebemos isso, pois o nosso olho é capaz de, automaticamente, corrigir as diferentes tonalidades que encontramos por aí.

Diferentes tonalidades de cor


Não apenas as lâmpadas, mas alguns ambientes que possuem paredes coloridas ou muitas superfícies de uma mesma tonalidade podem refletir a luz em tons característicos. Apesar de o nosso olho ser “treinado” para compensar essas diferenças, uma máquina fotográfica não tem a mesma capacidade. Ou, pelo menos, não de uma maneira tão eficaz.

Diferentes tonalidades


Todas as fontes de luz possuem brilhos em tonalidades características. Por exemplo, a luz do sol (em um dia sem nuvens) possui uma coloração levemente amarelada. Uma luz fria, fluorescente, pode ter tons mais azuis e algumas lâmpadas incandescentes são bastante amareladas.

Tabela de temperatura de cores para iluminação

Nesta tabela é possível apontar algumas situações: por volta de 5200K está a luz do sol, a iluminação dos flashs das câmeras é encontrada entre 5500K e 6000K. Luzes de tungstênio (incandescentes) estão entre 3000K e 3200K aproximadamente, e um dia nublado tem uma iluminação com a tonalidade em aproximadamente 7000K a 8000K.
Quando uma fotografia é batida, o brilho refletido pelo ambiente vai interferir na coloração da imagem. Em um quarto iluminado por uma lâmpada incandescente, tudo o que for branco, vai sair na foto com tons levemente amarelados. É possível corrigir isso no Photoshop, mas não é necessário. A sua câmera tem ajustes que balanceiam essas alterações de cor no momento do disparo!
O balanço de branco é a função que corrige a coloração das fotos. Ela é chamada assim, pois, quando você mostra para a câmera o que ela deve tratar como a cor branca na imagem, ela automaticamente ajusta todas as outras cores.

Modos automáticos


Existem quatro meios de a câmera lidar com a mudança na tonalidade de diversas fontes de iluminação. Ela pode usar uma função completamente automática, alguns modos pré-definidos, uma ferramenta na qual você indica a temperatura de cor aproximada ou o modo completamente manual.
Escolhendo o modo automático, você não tem nenhum controle sobre a coloração final, e nem sempre o sistema da câmera acerta. Muitas vezes o que vemos é uma fotografia sem vida, com cores que não apresentam o devido brilho. Tente não optar por esse modo, sempre que possível.

O ajuste manual apresenta cores mais vivas do que o ajuste automático


O problema nesses casos é que a câmera só consegue medir com maior precisão quando houver elementos brancos na composição a ser fotografada. Caso contrário, o medidor pode se confundir e deixar a imagem com tons lavados e sem vida.
Já os modos pré-programados apresentam, geralmente, resultados melhores. Muitas câmeras não trazem nenhum tipo de configuração manual para o balanço de branco, sendo que nesses casos as funções programadas são a melhor alternativa.
Com esse tipo de ajuste, você escolhe uma configuração de acordo com a iluminação local, e a máquina tem condições de medir melhor a tonalidade da luz do ambiente. Por exemplo, em uma tarde ensolarada, escolha o modo “luz solar” (geralmente indicado com o ícone de um sol), pois ele é o que mais corresponde com a realidade.


Utilize o modo diurno em ambientes abertos e com bastante sol


Nem sempre vai existir um modo programado que seja exatamente condizente com a realidade, mas as câmeras mais novas procuram trazer uma gama bem grande de opções, que conseguem cobrir uma boa faixa de temperaturas de cor.
As configurações pré-programadas mais encontradas são: luz solar (para dias com sol em ambientes abertos), dia nublado (para dias chuvosos, em ambientes abertos), luz fria (ambientes fechados com luzes em tons mais azulados), luz de tungstênio (lâmpada comum incandescente) e, nas máquinas mais novas, luz de flash e sombra. Teste todos eles em diferentes ambientes para ter uma ideia do que é melhor para cada situação.


Principais modos de ajuste programado para o balanço de brancos


Se você quer obter uma cor distorcida, mais amarelada ou azulada que o real, escolha 
propositadamente um modo que não condiz com a realidade. Por exemplo, em um dia de sol, se você quer uma foto mais amarelada que o normal, escolha o modo nublado no balanço de brancos.

Modos manuais de ajuste do balanço de branco


Além do sistema automático e dos ajustes pré-programados, algumas câmeras trazem dois modos manuais para o balanço de brancos: um no qual você pode indicar a tonalidade da iluminação e outro no qual você indica para a câmera um objeto branco para que ela faça a medição, a famosa ação de “bater o branco”.
Apesar de serem configurações manuais, não existe segredo nenhum em ajustar o balanço de brancos. Primeiro, observe o ambiente e a sua iluminação. Você não precisa saber exatamente a temperatura de cor, mas pode deduzir a partir da coloração predominante no local. Se for preciso, olhe em uma tabela de temperatura de cores, como a existente no início do artigo, então indique o valor para a máquina fotográfica.


Um ajuste com cores quentes pode dar um ar mais aconchegante aos ambientes


Existem modelos nos quais você precisa indicar um valor de temperatura de cor apenas, e isso exige mais prática e muitas tentativas, porém, existem câmeras que trazem um círculo de cores e você só precisa colocar o marcador sobre a região de cores que mais se aproxima da iluminação ambiente.
O método completamente manual é popularmente chamado de “bater o branco”. Coloque a câmera neste modo (cada máquina traz um caminho diferente, leia sempre o manual!) e escolha medir a partir de uma nova fotografia. Aponte a câmera para uma superfície branca para indicar para a máquina o que, naquele ambiente e iluminação, ela deve tratar como branco.
Se quiser melhores resultados, não use algo completamente branco para bater o branco. Prefira uma superfície cinza (não muito escura) e não refletiva, pois as cores finais dessa forma ficam mais vívidas e valorizadas. Se você quiser um resultado diferente, pode usar a sua criatividade e se divertir com as cores usando o balanço de brancos!

Experimente novos resultados



Experimente resultados inusitados para brincar com as cores


Você pode brincar e distorcer bastante o resultado finais. Por exemplo, se você "bater o branco" em uma superfície verde, a foto ficará com tonalidades próximas ao magenta. Fazer isso em uma superfície vermelha gera fotos em tons de azul claro (ciano). Cada tonalidade gera uma outra cor para a imagem.
Isso acontece obedecendo a regra das cores complementárias para a luz, e se você quiser uma tonalidade específica na imagem, basta "bater o branco" em uma superfície que possua aproximadamente a sua cor oposta, conforme essa tabela:


Cores complementares para a luz

Vale a pena testar diferentes variações e distorções, em maior ou menor proporção, para que você consiga ter mais controle sobre o que você fotografa, e para saber como conseguir o resultado de cor desejado.

Objetivas para fotografia digital


A primeira coisa que precisa ser dita sobre lentes é: não existe “bom e barato” quanto se fala de objetivas. Infelizmente, lentes boas serão caras, e lentes mais baratas terão algum tipo de deficiência. Assim, o grande segredo para comprar lentes é saber até que ponto as deficiências de determinada lente vão atrapalhar o desempenho que você espera da sua câmera. Este desempenho está ligado diretamente ao uso que você fará , ou seja, do estilo de fotografia que você prefere.
Então como descobrir qual o tipo de lente mais apropriado entre os modelos disponíveis? Para descobrir isso, começaremos analisando quais os tipos de lentes, suas características e a quais estilos de fotografia cada um deles é mais adequado.
Só lembrando que não se falará de marcas específicas neste artigo, uma vez que cada sistema de câmeras tem suas lentes próprias e equivalentes, mas não necessariamente iguais.

Lentes Fixas ou Zoom


A grande diferença entre uma lente fixa – que também é conhecida por prime – e uma lente zoom é a variação da distância focal. Enquanto uma lente fixa é construída de forma a manter sua distância focal, as lentes zoom podem variar essa distância em menores ou maiores intervalos.
De certa forma, uma lente zoom pode ser comparada a várias lentes fixas. Como exemplo, se temos uma lente zoom 18-55 mm (perceba a notação em milímetros e o intervalo do zoom) ela pode ser considerada uma lente 18 mm e uma lente 55 mm, além de todas as variações do intervalo. Só que a praticidade de uma lente dessas tem seu contraponto. A construção de uma lente dessas é mais complicada do que a de uma lente fixa, encarecendo a objetiva. Além disso, um outro fator muito importante de cada objetiva – a abertura máxima – tende a ser pior em lentes zoom.
Para entender o conceito de abertura, imagine um valor 1 como sendo a quantidade de luz que seu olho consegue captar. Agora divida essa luminosidade pela metade. Esse número é, aproximadamente, equivalente a uma abertura f/2 (novamente, perceba a maneira como isso é anotado). A seguir você tem um esquema simplificado das aberturas que normalmente se encontram numa lente para fotografia digital.


Esquema básico de aberturas de uma lente para fotografia.


Perceba que, como é uma divisão, quanto maior o orifício formado pelo diafragma – a peça da lente responsável pela abertura – menor é o número f. Pela lógica, então, quanto menor o número f, maior a abertura e mais luz a lente deixa passar até o sensor da câmera.
Foto por Luciano de Sampaio.
Outro efeito importante da abertura é que, quanto mais aberto o diafragma ficar, menor é a profundidade de campo que a lente oferece. Sabe aquelas fotos lindas, com uma flor toda certinha num plano, e tudo borrado no fundo? Isso é o efeito da profundidade de campo na fotografia. Para entender melhor, uma lente com uma abertura f/1.8 consegue desfocar muito mais, e muito mais perto do plano de foto, do que uma lente que só abre em f/4. O outro limite de abertura, os maiores números f da lente, já não são tão limitantes, pois praticamente todas as lentes atuais conseguem fechar até os mesmos f/22, aproximadamente. Assim sendo, ninguém se preocupa com a abertura mínima, pois todas as objetivas conseguem dar essa resposta ao fotógrafo.
Agora, sabendo disso tudo, como escolher a melhor lente possível? Comprar uma zoom poderosa, ou várias fixas de diferentes distâncias focais? Responder essa pergunta é mais complicado do que parece. Por um lado, comprar uma única zoom pode ser mais barato, mas as limitações de abertura, e principalmente o volume e peso da lente podem ser problemas graves. Além disso, ter uma única lente é um risco, já que, como todo equipamento, ela é sujeita a falhas.
A outra opção extrema é comprar todo um arsenal de lentes fixas, mas isso pode ficar muito caro, e é certamente pouco prático. Uma solução plausível é procurar lentes zoom menos poderosas e de boa qualidade, com intervalos pequenos de distância focal, e fazer um jogo com duas ou três lentes que satisfaçam suas necessidades. Também pode valer a pena comprar uma ou duas fixas mais simples e com uma boa abertura para ter essa opção disponível. Todas as principais fabricantes têm uma ou duas lentes fixas mais baratas e ainda assim com qualidade suficiente. Agora, para decidir quais serão essas lentes, é preciso pensar também na distância focal das objetivas, e no tipo de imagem que elas proporcionam.