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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Canon T4i



A nova encarnação da linha Rebel, a Canon EOS Rebel T4i, mantém a tradição com inovações que você não vai encontrar nem mesmo em DSLRs mais caras. Ela traz controles de touchscreen e novas funções de vídeo para iniciantes, que acrescentam funcionalidade a uma câmera que já era ótima. Mas isso tem um preço.

Em custo-benefício, a Canon T3i (lançada ano passado) é uma câmera ótima e bastante popular, mas comparada à sua antecessora lançada em 2010, ela não trouxe muitas novidades. Claro, a T3i ganhou a tela giratória do modelo 60D mais caro, o que facilita na hora de filmar. Mas fora isso, não houve outro motivo para gastar na T3i quando você podia encontrar a T2i por menos.

A T4i, por sua vez, oferece atualizações que fazem valer seu dinheiro: uma nova touchscreen, foco automático e contínuo em modo vídeo, microfone estéreo embutido, e fotos melhores graças a um novo processador de imagem.




Canon EOS Rebel T4i


Do ponto de vista de usabilidade, a touchscreen de vidro capacitiva da T4i é um avanço enorme para iniciantes já acostumados a smartphones. Uma das desvantagens no corpo (relativamente) compacto de DSLRs menos caras é não poder conter tantos botões, então as configurações ficam ocultas em menus. Isso dificulta o uso por iniciantes. A touchscreen livra o usuário da navegação por botões, permitindo realizar mais facilmente os ajustes que você quiser.

O autofoco potente para vídeos é uma função que demorou para chegar na linha Rebel. Até então, na hora de filmar, DSLRs têm sido difíceis de usar por iniciantes. Profissionais e entusiastas vêm obtendo resultados excelentes de DSLRs há anos, mas eles dependem do foco manual para conseguir boas imagens.

Iniciantes precisam de foco automático, e a T4i traz exatamente isso. Por exemplo, se você está filmando uma festa de aniversário, você leva a câmera do seu filho até o bolo e até os presentes, e quer ver a câmera entrar em foco instantaneamente, sem ter que tocar em botões ou na lente. É isso que promete a nova configuração Movie Servo AF da T4i. A Canon conseguiu um trunfo técnico difícil de ser alcançado, que requer um sistema melhorado e super-rápido de sensor para autofoco, mas eis o que você precisa saber: filmar em HD com a T4i pode ser a experiência mais fácil de gravar vídeo com uma DSLR.


Canon EOS Rebel T4i


E, com foco automático e contínuo em mente, a Canon traz uma nova linha de lentes STM (paramotor de passo), feitas especificamente para filmar com o novo modo Movie Servo AF. Elas são ajustadas precisamente para o autofoco da T4i, para serem rápidas e silenciosas. A Canon diz que a nova lente produz vídeo sem problemas de foco lento, nem o som do motor de autofoco. (A Canon também vai lançar uma nova lente pancake 40mm que está nas fotos do post, que transforma sua DSLR em uma pequena câmera ótima para fotografias na rua.)

E, aproveitando que estamos falando sobre ruído e som, a T4i recebeu um microfone melhorado e estéreo, em vez do mono na T3i. A entrada para microfone externo continua lá.

Quanto às especificações da câmera, a T4i recebe a atualização incremental já esperada. Ela ainda tem um sensor APS-C de 18 megapixels, mas a tecnologia do sensor foi melhorada para tirar fotos de até ISO 12.800, contra ISO 6.400 na T3i. Isto significa fotos melhores em situações com pouca luz, ou com muito movimento – como um jogo esportivo, onde você quer congelar uma ação bem rápida. Ela continua filmando em 1080p a 24/30fps, ou em 720p a 50/60fps.




Como esperado, a T4i possui o processador de imagem Digic 5, que a Canon apresentou ano passado. A T4i agora consegue tirar 5 fotos por segundo, contra as 3,7 fotos por segundo na T3i. O novo processador também melhora o equilíbrio automático do branco, além da redução de ruído em ISOs mais altos.
Basicamente, tirar fotos deve ficar mais fácil que nunca. O Digic 5 ajuda a reproduzir nas fotos a cor da vida real, e o processador elimina parte do granulado na imagem em pouca luz.

Com todas essas melhoras, a única coisa que nos desanima um pouco é o preço da T4i. O pacote padrão, com uma lente kit zoom 18-55mm, custa US$850. Mas a Canon está apostando muito na parte de vídeo, então também vende a T4i com a nova lente STM 18-135mm por US$1.200. Isso é bem caro, dado que a Nikon D3200, a maior concorrente da T4i, custa só US$700 com lente kit 18-55mm.

No geral, a Canon EOS Rebel T4i parece ser uma atualização bem interessante. Obviamente, ainda precisamos testar bastante a câmera no mundo real. Vamos descobrir se a T4i vale o preço alto quando chegar, no final de junho, ao mercado americano. 


Canon EOS Rebel T4i
  
  




Canon 5D Mark III


Canon 5D Mark III será lançada em março por 3,5 mil dólares



O aparelho possui um DSLR full frame com um sensor de 22,3 megapixels, um novo processador bastante rápido e uma série de características copiadas de sua irmã mais velha, a EOS-1D X.

Todos esses novos recursos têm um custo bem alto: 3,5 mil dólares (ou 4,3 mil dólares, com uma lente objetiva Canon EF 24-105mm f/4 L). Os valores são significativamente maiores que os da Mark II, máquina que ainda ficará à venda com um preço mais reduzido.
Confira as principais especificações da nova câmera:

  • Sensor full frame de 22 megapixels CMOS;
  • ISO padrão 100-25600 e 50-102800 expandido;
  • 6 fps de disparo contínuo;
  • Obturador de 150.000 ciclos nominal;
  • Gravação de vídeo em Full HD (1080p);
  • Som estéreo através de microfone externo;
  • 61 pontos de autofocus;
  • Sistema de medição iFCL de 63 zonas;
  • View finder ótico de 100% de cobertura;
  • Tela de LCD com 3,2 polegadas;
  • Duplo conector para cartões de memória (Compact Flash e SD).


Confiram o vídeo:





Canon EOS 6D: a câmera Full Frame mais barata do mercado


 


Segundo a própria empresa, essa é a câmera Full Frame mais leve, compacta e barata que já foi vista, pois possui apenas 690 gramas e deve ser vendida por US$ 2.099 (R$ 4.235) – um kit com lentes deve custar US$ 800 dólares a mais para os fotógrafos.
Contando com um sensor CMOS de 20 megapixels e um processador de imagens DIGIC 5+, a câmera promete excelentes resultados na captura de fotografias e também de vídeos, que podem ser gravados em resoluções de até 1080p. Outro grande diferencial da câmera é a sensibilidade para fotos em ambientes escuros, pois o ISO dela chega à incrível amplitude 100 - 25.600.

  • Sensor: Full Frame CMOS de 20,2 megapixels;
  • Resolução máxima: 5472x3648 pixels;
  • Processador de imagem: Digic 5+;
  • ISO: 100-25.600;
  • Pré-definições de balanço de branco: 6;
  • Estabilização de imagens: não;
  • Formato de imagens: RAW e JPEG;
  • Pontos de foco automático: 11;
  • Visor: LCD de 3,2 polegadas;
  • Cobertura do viewfinder: 97%;
  • Velocidade mínima do obturador: 30 segundos;
  • Velocidade máxima do obturador: 1/4000 segundos;
  • Gravação de vídeos: 1080p;
  • Peso: 690 gramas (770 gramas com a bateria);
  • Preço: US$ 2.099 (mais US$ 800 por um kit básico de lentes).

Confiram o vídeo:






Nikon Coolpix S800c



Nikon Coolpix S800c: a sua primeira câmera digital com Android 


Nikon anunciou sua primeira câmera digital compacta a apresentar o sistema operacional Android. Com tela sensível ao toque e conectividade wireless, o aparelho também pode ser utilizado como um player multimídia – funcionando exatamente como um Android comum, mas sem efetuar chamadas – que reproduz imagens, vídeos e músicas.
Além do sistema operacional, também há vários outros recursos interessantes na nova câmera Nikon Cooplix S800c. Com a grande disponibilidade de aplicativos disponíveis na Google Play Store, os consumidores podem aliar o poder do sensor CMOS de 16 megapixels com diversos filtros automáticos que existem nos apps.


Nikon Coolpix S800c: a sua primeira câmera digital com Android 

Ainda não há previsão para a chegada da Nikon Coolpix S800c ao Brasil, mas não é de se duvidar que ela fará bastante sucesso por aqui.

  • Sistema operacional: Android (com Google Play e aplicativos relacionados);
  • Conectividade: USB 3.0 e Wi-Fi;
  • Sensor de imagens: CMOS com iluminação traseira;
  • Resolução máxima das imagens: 16 megapixels;
  • Memória de armazenamento: 1,7 GB;
  • Expansão de memória: cartões SD ou SDHC;
  • Zoom óptico: 10x;
  • Zoom digital: sim (não especificado);
  • Gravação de vídeos: resolução máxima de 1920x1080 pixels (1080p);
  • Localização: GPS integrado;
  • Tamanho da tela: 3,5 polegadas;
  • Tipo de tela: OLED;
  • Comandos: touchscreen;
  • Preço sugerido: US$ 349,95 (R$ 706, mais impostos).




Confiram o vídeo e descubram essa nova tecnologia da Nikon:





sábado, 5 de janeiro de 2013

Como funcionam os histogramas?


Você certamente já deve ter se deparado com um desses gráficos em uma câmera fotográfica ou software de edição. Mas você tem alguma ideia do seu propósito, de como eles são lidos, ou ainda, do quanto que eles podem afetar a maneira como você tira fotos? Aprenda mais sobre histogramas, qual a sua função principal e se existe um modelo de gráfico ideal.
Apesar de muitas vezes parecer uma função sem sentido e que só atrapalha no visor da câmera, o histograma é um aliado dos fotógrafos, pois apenas olhando para ele já é possível saber se a fotografia está clara demais, escura demais ou com a luminosidade balanceada.

Visor da câmera x histograma


Muitas pessoas pensam que basta olhar a imagem no visor da câmera para saber se ela está muito escura ou muito clara, mas isso não é suficiente em alguns casos. Isso acontece por vários fatores, sendo um deles o tamanho da tela, que pode fazer com que você não perceba detalhes que estejam com a iluminação estourada, por exemplo.

O visor pode ser pequeno para ver os detalhes

Outro problema dos visores das câmeras é que o brilho delas pode ser calibrado para que seja possível enxergar mesmo em ambientes muito claros. Se o display não for novamente calibrado ao mudar de ambiente, as imagens parecerão mais claras do que o real, atrapalhando o julgamento do fotógrafo sobre elas.
E é ai que entra a função principal dos histogramas, pois eles mostram em um gráfico qual é a situação real da fotografia, e não o que a tela da câmera está enxergando. Uma análise rápida em um gráfico desses pode ser bastante útil!

Como analisar um histograma


O histograma é dividido em regiões. O lado esquerdo é a região que concentra os tons escuros da imagem, o meio mostra os tons médios e no lado direito ficam os tons mais claros. É como uma escala que vai do preto ao branco, partindo da esquerda até a direita.

Dos tons escuros até os mais claros
Analisar as informações básicas apresentadas por ele é bem simples: de um modo geral, imagens com mais áreas escuras (conhecidas como “low key”) concentram o gráfico mais para a esquerda e imagens muito claras (“high key”) usam a região direita do histograma. Uma imagem com iluminação “normal” deve apresentar um gráfico balanceado, com maior concentração nos tons médios.
Isso quer dizer que, se você olhar para o histograma de uma foto e, se ele estiver concentrado em apenas um dos lados, pode ser que seja preciso tirar a fotografia novamente, dependendo do propósito dela.

É possível confiar totalmente nestes gráficos?


Existem algumas situações que apresentam histogramas bastante característicos. Nesses casos, a fotografia pode ser erroneamente considerada fora do padrão, se forem levadas em conta apenas essas informações. É preciso saber exatamente o propósito da imagem antes de analisar o seu histograma.

"High key" e "low key"


Por exemplo, se você tirar uma imagem de algo na frente de um fundo branco, com pouca incidência de tons escuros (fotografia conhecida como “high key”), o gráfico vai estar muito mais concentrado no lado direito, que mostra os tons claros, do que do lado esquerdo.
Muitas regiões brancas causam um gráfico deslocado para a direita
Fonte da imagem: Fernando de Otto

As chances de existirem áreas com o branco estourado nessas fotografias é grande (para saber isso basta olhar para o canto direito extremo do gráfico. Uma incidência grande do gráfico nessa área indica que existem pixels de branco puro, ou seja, estourados), porém, não existe problema nisso, se é esse o objetivo do disparo.
Já o contrário, imagens com predominância de tons escuros, fundo preto e pouca iluminação (conhecidas como fotografias “low key”), vão apresentar histogramas quase que totalmente deslocados para o lado esquerdo, como se percebe pelo exemplo a seguir:

Imagens muito escuras, chamadas low key, possuem o gráfico deslocado para a esquerda
Fonte da Imagem: Brittany Fucci

O correto nesses casos é levar isso em conta e esperar um gráfico diferenciado, pois nessas condições o histograma vai estar naturalmente desequilibrado. É possível fazer correções leves no histograma (e, consequentemente, na foto) em qualquer editor que tenha a opção de ajuste de níveis.

Silhuetas e pouco contraste


Outra possibilidade é que, em fotos que apareçam apenas silhuetas escuras em um fundo claro (silhuetas de pessoas, ambiente ou cenário), o gráfico se concentre mais nas duas pontas externas, pois essa situação gera um desequilíbrio muito grande entre as tonalidades existentes.
Isso acontece também em fotografias com o contraste muito alto, que tenham grande incidência tanto de tons muito claros, quanto de tons muito escuros. O histograma normal para esses casos tem uma curva central na forma aproximada de uma letra “U”.

Imagem com alto contraste
Fonte da imagem: Alessio Michelini

O contrário disso seria uma imagem com pouco contraste, na qual existe pouca ou nenhuma presença de preto ou branco puro, e as cores não sejam tão vivas. Uma imagem com pouco contraste pode ser resultado de filtros usados para “envelhecer” a fotografia, dando um aspecto antigo.
Nesses casos, o gráfico fica concentrado predominantemente no meio, notando-se uma ausência completa de tons muito claros ou escuros. Veja o exemplo de uma fotografia assim e seu histograma característico:

Gráfico caracteristico de uma imagem sem contraste
Fonte da Imagem: Jackson Carson

O histograma ideal


Existe algo como um “histograma ideal”? A resposta para essa pergunta é não. Tudo depende do propósito da sua fotografia, do que se pretende fazer com ela e o que se queria mostrar ao tirá-la. Se você souber a resposta para esses questionamentos, então, sim, existe um histograma ideal para cada situação.
Agora que você conhece as curvas características de algumas situações, já é possível pensar se você quer que a sua imagem esteja em uma dessas categorias ("low level", "high level", "alto contraste" e "baixo contraste") antes de julgar o histograma dela. Se sim, analise o gráfico de acordo com o que é esperado para aquele ambiente.
Já se você quer uma imagem completamente balanceada, com quantidades parecidas de tons claros e escuros, nenhuma incidência de pontos “estourados” (quando aparece o branco “puro” na foto) e com a iluminação e contraste “normais”, é preciso buscar um histograma também balanceado, que tenha presença de pixels em toda a extensão do gráfico.

Histograma caracteristico de uma imagem balanceada
Fonte da imagem: Ana Nemes

Porém, mais importante do que tentar chegar ao histograma “ideal” é saber que na fotografia, principalmente quando se está aprendendo, nada é proibido e você pode se sentir livre para criar da maneira que achar melhor. As técnicas e truques ensinam apenas como chegar ao resultado desejado, sem que seja preciso se prender a regras.




Modos de disparo


Conheça os principais tipos de disparo das câmeras fotográficas
Você comprou uma câmera nova, mas não sabe exatamente como aproveitar melhor os recursos que ela traz? Neste post falaremos sobre os modos de disparo existentes na maior parte das máquinas fotográficas, qual é a função de cada um deles e quando é melhor utilizar um ou outro. Sabendo isso, vai ser muito mais fácil para você conseguir melhores resultados, não importando se a sua câmera é compacta ou profissional.

Conceitos básicos

A melhor forma de entender o mecanismo básico de uma câmera é pensar no olho humano como comparação. Seja ela digital ou analógica, alguns conceitos fundamentais podem ser entendidos melhor desta forma.
Por exemplo, se você pensar na íris do seu olho é mais fácil para entender o que é o diafragma da câmera. Ele é o responsável por abrir e fechar a passagem de luz na lente, e pode estar bem aberto ou mais fechado. Veja a imagem para entender melhor:
Abertura do diafragma
Quanto mais aberto o obturador estiver, mais luz passa por ele, em menos tempo Essa medida é mostrada em um número desta forma: “f/5.6”, sendo que quanto maior o número, menor a abertura e quanto menor for o número, mais aberto o diafragma se encontra. Se o tamanho desta abertura for muito pequeno, é preciso mais tempo com ele aberto para capturar a quantidade necessária de luz para a fotografia. Esse tempo se chama “exposição”.
Por exemplo, se o obturador estiver quase fechado, é preciso muito mais tempo de exposição para que seja possível ver algo no resultado final. É possível ajustar esse tempo para vários segundos, e em algumas câmeras, até minutos. Essas duas variáveis andam sempre juntas e são inversamente proporcionais: quanto mais aberto o obturador estiver, menos tempo de exposição é preciso. Quanto menos aberto, mais tempo.

Manual x Automático

Existem dois modos principais de ajustes em uma câmera: manual e automático. Se a sua câmera possui um menu circular (como o da imagem a seguir), com os modos de disparo desenhados nela, é fácil saber qual é qual: o manual é geralmente marcado por um “M” e o automático pode ter vários nomes (auto, smart, etc...), e normalmente o seu ícone é verde ou azul, diferente dos outros.
Modos da câmera
No modo manual, todos os ajustes são feitos pelo fotógrafo, e a câmera apenas obedece ao que foi pedido. É preciso um domínio um pouco maior de fotografia para conseguir bons resultados desta forma, porém com treino e determinação é possível aprender.
Os principais ajustes que precisam ser feitos são a abertura, a velocidade, o foco, o ISO e o balanço de brancos. É claro que existem outros, porém esses são bem importantes, e aprender a controlar cada um deles manualmente é fundamental.
Nem todas as câmeras possuem o modo manual completamente manual. Isto é, algumas compactas permitem que você ajuste ISO, balanço de brancos, área do foco e algumas vezes até a velocidade do disparo, porém outros ajustes são feitos por ela. Outras câmeras oferecem um modo no qual você faz todos os ajustes, menos a abertura e a velocidade. No menu circular, ele é marcado com um “P”.
Já no modo automático, todos os ajustes são feitos pela câmera, que “percebe” o ambiente e faz os cálculos necessários sozinha. Funciona? Sim, funciona, porém não com a mesma precisão do ajuste manual. Isso por que os ajustes que ela faz são programados para uma situação semelhante à que está acontecendo, mas poderiam ser melhorados ainda mais.
Comparação entre os modos manual e automático

Prioridade de abertura e velocidade: modos “semimanuais”

Se você considera muito complicado saber balancear a abertura e a velocidade, existem soluções que podem ser muito úteis, são os modos de prioridade. Isso quer dizer que você ajusta um deles e a câmera ajusta o outro! No menu circular, eles geralmente vêm com as letras “S” e “A”.
A prioridade à abertura é geralmente mostrada por um “A” ou “Av”, e desta forma você ajusta o quanto o obturador se abrirá, e a câmera ajusta o tempo necessário de exposição para que seja possível fotografar com as condições de luz do ambiente. Todas as outras configurações podem ser feitas manualmente.
A abertura do diafragma interfere diretamente na “profundidade de campo” da fotografia. Ou seja, uma abertura pequena, vai resultar em uma profundidade maior, e mais regiões da foto vão estar focadas. Já aberturas maiores, resultam em fotografias com pontos mais específicos de foco, pois a sua profundidade de campo é menor. Veja a diferença:
Diferenças de profundidade de campo
Use o modo de prioridade de abertura quando você quiser controlar a profundidade de campo, para mostrar detalhes ou a cena toda. Em alguns momentos, será preciso uma velocidade muito pequena, com o tempo de exposição grande demais. Use um tripé, nesses casos, se quiser a foto nítida.
Já no modo de prioridade de velocidade (“S” ou “Tv”), você controla a velocidade e a máquina controla a abertura. Use essa configuração para os momentos em que você precisa capturar movimentos. Por exemplo, para fotografar alguém que esteja correndo, se você usar uma velocidade grande (1/2500), por exemplo, a pessoa ficará completamente nítida. Já uma velocidade menor dará a noção de movimento, com algumas partes borradas.
Diferenças no tempo de exposição
Fonte das imagens: Dave Herholz (cima) e Martin Pettitt (baixo)

Modos programados: quando usar?

Você já deve ter notado alguns outros modos na sua câmera, marcados por ícones como uma florzinha, duas montanhas, uma pessoa, uma lua, etc... Isso varia de fabricante para fabricante, sendo que existem máquinas com dezenas de ajustes pré-programados, e outras apenas com os mais básicos.
É importante ler o manual da sua máquina para saber exatamente o que cada um faz, porém nós vamos dar uma ajuda e mostrar os principais modos programados (“macro”, “esportes”, “paisagem”, “noturno” e “retrato”) que você pode encontrar na sua câmera, e em quais situações você pode usar cada um deles.

Macro

Modo macro, usado para detalhes
O “macro”, marcado com o ícone de uma flor, é um dos modos preferidos de quem está começando a fotografar, isso por que o seu efeito é muito bonito visualmente. As fotos no modo “macro” ficam bem nítidas no primeiro plano e borradas ao fundo, o que é perfeito para mostrar detalhes. Os personagens preferidos de quem fotografa assim são as flores e os insetos.
Esse modo prioriza a abertura, fazendo com que a profundidade de campo seja bem pequena, e todo o resto que não seja o objeto principal fique desfocado. Para que os resultados do macro sejam mais visíveis, a sua lente precisa conseguir captar a poucas distâncias, e se você preferir pode usar o zoom.
Pequenos objetos podem ser fotografados neste modo
Fonte da Imagem: Ana Nemes
Se você for fotografar pessoas, priorize outros modos, como o “retrato”, pois esse é especialmente desenvolvido e dá mais resultados quando o objeto focado é pequeno. Porém lembre-se: nada na fotografia é realmente proibido, portanto se você quiser experimentar novos resultados, vá em frente!

Esportes

Modo esportes, bom para objetos em movimento
Fonte da Imagem: Dainis Matsons
Ao contrário do “macro”, o modo “esportes” prioriza a velocidade ao tirar uma foto. Geralmente indicado pelo ícone de uma pessoa correndo, essa configuração da câmera é ótima para quando o objeto está se movendo.
Apesar do nome, não quer dizer que ele seja adequado apenas para fotografar eventos esportivos. Você pode usá-lo, por exemplo, para tirar fotos dos seus filhos. Crianças dificilmente param para serem fotografadas, e com esse modo as chances de conseguir uma foto nítida são maiores.
Fotografe crianças em movimento sem borrar
Fonte da imagem: Will Raleigh
É preciso tomar cuidado apenas com um detalhe: no modo “esportes”, a máquina pode colocar um ISO muito alto, se necessário, e a foto pode ficar mais granulada. Se isso não faz tanta diferença, ou se o ambiente está bem iluminado, pode fotografar assim sem medo!

Paisagem

Modo paisagem, usado para grandes áreas
Fonte da imagem: Ana Nemes
O nome deste modo de disparo diz muito sobre a sua utilidade. Se você deseja fotografar grandes áreas, como paisagens, é esse o modo de disparo ideal! Geralmente o ícone deste modo na máquina são duas montanhas, indicando que o seu objetivo principal é capturar objetos muito grandes.
Pode ser uma vista bonita, um grupo grande de pessoas ou qualquer área aberta que precise estar inteiramente focada. A câmera, neste modo de disparo, faz exatamente o contrário do que acontece no “macro”. Ela ajusta a abertura do obturador de forma a deixar a profundidade de campo bastante grande, e focar a maior área possível na fotografia.
Por usar uma abertura muito pequena, em alguns ambientes pode ser preciso usar um tripé, pois a velocidade de disparo será muito pequena, resultando em mais tempo de exposição. Tome cuidado também com o ISO, se o ambiente estiver muito escuro, a foto pode ficar granulada.

Noturno

Modo noturno, para captar imagens em ambientes escuros
Fonte da imagem: Ana Nemes
Muitas pessoas reclamam que, quando fotografam no modo “noturno” (mostrado com o ícone de uma lua), a imagem sempre treme. Isso acontece, pois nesse tipo de disparo a câmera vai ajustar uma exposição maior, e se a máquina não for apoiada em algum lugar, é bem provável que a foto fique mesmo tremida. Portanto, ao fotografar no modo “noturno”, procure sempre usar um tripé ou apoio.
Uma alternativa usada por muitas câmeras é usar sempre o flash. Não é uma regra, porém é bastante comum. Dessa forma, o tempo de exposição pode ser menor e a cena é retratada sem borrões. Porém, tome cuidado: o flash pode realçar imperfeições da pele, ou deixar a foto “chapada”, isto é, sem profundidade.
Outro problema de se usar o flash é que ele ilumina o que está mais perto da máquina, portanto, para grandes distâncias o efeito pode ser o contrário do desejado, deixando o fundo escuro demais. Paisagens fotografadas no modo “noturno” com flash dificilmente vão ficar boas. Para esses casos, use o modo “paisagem” com a máquina apoiada em um tripé.

Retrato

Modo retrato, bom para imagens de pessoas
Fonte da imagem: Ana Nemes
O modo “retrato”, indicado pelo ícone de uma pessoa, é bem parecido com o “macro”, porém a sua profundidade de campo é um pouco maior. Ele permite fotografar pessoas, ou objetos maiores, focando-as completamente e desfocando levemente o fundo. No modo “macro”, o nariz e os olhos poderiam ficar focados, mas as bordas do cabelo já estariam fora do foco.
Apesar do nome, e do ícone, esse modo não é aconselhado apenas para retratos de pessoas, podendo ser usado quando o objeto a ser fotografado é grande demais para o “macro”, porém a intenção é destaca-lo, deixando o fundo desfocado.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Aprenda a limpar corretamente as lentes de sua câmera



Aprenda a limpar corretamente as lentes de sua câmera
Aprenda a limpar as lentes da sua câmera corretamente (Fonte da imagem: Divulgação/Nikon)
Um dos maiores dilemas dos fotógrafos é saber como limpar as lentes de suas máquinas fotográficas sem prejudicar o equipamento. Existem diversos métodos conhecidos, mas será que todos eles funcionam e são completamente seguros? Saiba o que fazer e o que não fazer nesses casos!

Limpeza prévia

Antes de começar a remover as sujeiras mais pesadas, como marcas de dedos e gordura, é preciso fazer uma limpeza superficial. Isto é, você precisa remover as partículas de sujeira, pó, areia, entre outras, antes de começar a remover as manchas. Isso é extremamente importante, pois se você passar um paninho sobre a lente e houver partículas soltas sobre ela, essas sujeiras podem riscar o seu equipamento.
Para fazer essa limpeza prévia, você pode usar um pincel bem macio e cheio, como aqueles que são usados por maquiadores para espalhar o pó no rosto das modelos (veja foto abaixo). É importante que as cerdas sejam macias e finas, para não “machucarem” a lente.
Aprenda a limpar corretamente as lentes de sua câmera

Utilize pinceis macios e com cerdas finas (Fonte da imagem: Divulgação/Duda Molinos)
Tire o pó com cuidado, passando o pincel levemente sobre o equipamento, sem apertar muito. Se puder, use uma lata de spray de ar comprimido para auxiliar o processo, ou um soprador manual. Mas preste atenção: jamais assopre na lente! Ao fazer isso, você pode jogar gotículas de saliva na sua lente e atrapalhar a limpeza.

Soluções líquidas

Muitos métodos de limpeza são bastante conhecidos e utilizados, porém alguns deles, apesar de funcionarem, causam mais danos do que benefícios. É o caso da maior parte das sugestões caseiras de materiais líquidos, como fluido de limpeza de lentes de óculos, álcool isopropílico ou limpa-vidros.
O problema é que nem tudo o que é feito para limpar vidros em geral pode ser usado nas lentes da sua câmera fotográfica. Alguns desses produtos utilizam silicone na fórmula ou álcool comum, e isso é bastante prejudicial para a superfície da lente.
Já o uso do álcool isopropílico é bastante controverso. Há quem afirme que ele funciona perfeitamente, porém existe um problema: ele demora mais para evaporar e pode manchar a lente. Portanto, se você for usar esse produto, tome cuidado redobrado! E claro, jamais utilize aquele álcool comum que você encontra no mercado, ele não serve para esse fim.
O melhor mesmo é limpar a lente com soluções próprias para isso, de fabricantes conhecidos e confiáveis, como a Kodak. Elas são um pouco mais caras, mas funcionam e não vão estragar a lente. Você pode encontrá-las em lojas especializadas em equipamentos de fotografia. Porém, só utilize soluções líquidas em último caso!

Aprenda a limpar corretamente as lentes de sua câmera
Use kits de limpeza confiáveis, de marcas conhecidas (Fonte da imagem: Divulgação/Canon)

Flanela, papel e cotonete

Não é necessário o uso de líquidos especiais para limpar a lente sempre, apenas em sujeiras mais persistentes. O ideal é que você sempre procure limpar tudo com um paninho seco antes. Mas atenção, não é qualquer paninho! Aprenda o que pode ser usado e o que não é recomendado.
Ao escolher o pano para limpar a sua lente, priorize tecidos macios e que não soltem fiapos. Aquelas flanelinhas tradicionais de limpar óculos não são recomendadas, pois elas soltam pequenos fiapos que grudam na lente. O ideal é utilizar tecidos especiais para esse tipo de limpeza, que podem ser encontrados também em lojas especializadas.
Nesses estabelecimentos também é possível encontrar folhas de um papel especial para limpar a lente da sua câmera. Ele é mais recomendado que os tecidos em geral, por não soltar fiapos e ser macio. Passe suavemente o papel (ou tecido) sobre a lente, sem esfregar ou apertar muito.
Uma alternativa é utilizar lenços de papel, desses que se encontram na farmácia. É claro que, nesses casos, a limpeza é somente a seco, para que o papel não se desfaça sobre a lente com o uso de uma solução líquida. Por fim, e apenas em último caso, utilize um cotonete macio para limpar os cantinhos. Não esfregue e não aperte, apenas passe-o sobre a lente!

Cuidados adicionais

Se a sujeira persistir mesmo com o uso das soluções próprias para a limpeza, não tente utilizar nada mais pesado ou forte, pois você pode acabar danificando permanentemente a sua lente. Leve a sua máquina para uma assistência especializada e autorizada para que seja feita uma limpeza correta.
Lembre-se: as lentes da máquina são frágeis e caras. Se você danificá-las, pode perder toda a máquina ou ter que comprar um novo conjunto de lentes. Limpe-as com cuidado e de maneira suave, sem pressionar muito ou esfregar. E claro, mantenha-as sempre protegidas pela capa ou tampa, enquanto não estiver utilizando a sua câmera.